terça-feira, 23 de maio de 2017

PORTUGAL NO NOVO QUADRO INTERNACIONAL (1)


A INTEGRAÇÃO EUROPEIA E AS SUAS IMPLICAÇÕES 

A evolução económica  

Desde finais dos anos setenta Portugal enfrentou uma difícil crise económica, só ultrapassada com a ajuda do Fundo Monetário Internacional. As dificuldades enfrentadas na época eram de vária ordem:

  • alguma instabilidade política ao nível interno 
  • inflação elevada 
  • elevadas taxas de juro
  • desemprego 
  • baixo desenvolvimento tecnológico 
  • dinamismo empresarial afectado gravemente pelos efeitos da crise política pós-25 de Abril 
  • dificuldades acentuadas nas comunicações entre regiões do país. 
Desde a década de setenta Portugal tinha iniciado um processo de aproximação à Comunidade Europeia. A adesão veio a realizar-se em 1986 tendo como efeito uma evolução benéfica do ponto de vista económico e social, desde então. Os efeitos fizeram-se sentir: 
  • Afluxo de capitais através de fundos estruturais e de coesão 
  • construção e modernização acelerada das vias de comunicação
  • modernização administrativa
  • melhorias das condições de vida e do exercício dos direitos de cidadania
  • aumento significativo dos investimentos externos
  • dinamismo empresarial 
  • desenvolvimento pronunciado do sector terciário 
  • melhorias acentuadas na balança comercial
  • descida do desemprego 
  • subida dos salários pensões e subsídios
  • aumento do consumo privado
  • estabilidade da moeda
  • convergência moderada de salários
  • redução da inflação
  • redução das taxas de juro e aumento dos investimentos 
  • investimentos em novos países emergentes por parte de empresas nacionais. 
Até final do século vinte a sociedade portuguesa sentiu os efeitos de profundas transformações em vários setores da vida económica: 
  • declínio acentuado das actividades agrícolas aprofundando o défice dos abastecimentos 
  • grande desenvolvimento do terciário com o aparecimento de novos bancos, companhias de seguros, centros comerciais, expansão de negócios na área dos audiovisuais, espectáculos e indústrias tecnológicas. 
  • perda de importância do sector transformador, químico, siderurgia, reparação naval, electromecânicos. 
  • diversificação das exportações com o surgimento de novas actividades industriais de tecnologias inovadoras. 
  • Crescimento das trocas comerciais com a União Europeia
  • Grandes investimentos do Estado em comunicações. 
Algumas dificuldades se mantêm persistindo problemas estruturais de difícil resolução:

  • desigualdades sociais acentuadas
  • problemas sociais envolvendo minorias 
  • choques petrolíferos desequilibram e agravam balança comercial
  • impacto das crises mundiais na economia interna
  • agravamento do desemprego e endividamento das famílias 
  • concorrência de novas economias europeias acelera crise da indústria nacional
  • envelhecimento da população 
  • baixo nível de escolaridade afecta mão de obra 
  • baixa formação profissional 
  • desertificação progressiva do interior 
  • impactos das vagas de imigração e emigração 

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