segunda-feira, 12 de novembro de 2018

TÓPICOS DE CORREÇÃO DO TESTE


Grupo I
1.    
 O Terceiro Estado encontra-se numa posição central, vergado sob o peso da monarquia francesa, que suporta, visto que:
·      representa a ordem maioritária, constituindo a esmagadora maioria da população (Doc. 1);
·      é no seu trabalho que assenta a riqueza do reino OU é a ordem que tem por função criar a riqueza de todo o corpo social com o seu trabalho;
·      é o único estado que paga impostos e outras prestações, tanto à Coroa como ao clero e à nobreza;
·  a maioria dos membros do Terceiro Estado é constituída por camponeses pobres (Doc. 1), esmagados pelo peso das rendas e outras obrigações.
2.    Cavaleiro-mercador
3.    
Introdução:
Referência à sociedade do Antigo Regime como uma sociedade assente no privilégio e na diversidade jurídica.
 Características gerais da sociedade de ordens
·      divisão genérica em três ordens ou estados: clero, nobreza e Terceiro Estado (Docs. 1 e 2);
·      estrutura social fortemente hierarquizada, mesmo dentro de cada uma das ordens (Doc. 4);
·      estrutura social bastante rígida porque assente no nascimento OU reduzida mobilidade social uma vez que o estatuto do indivíduo deriva do nascimento;
·      função social e estatuto diferenciados de cada uma das ordens (Doc. 2);
·      distinções sociais refletidas no vestuário (Doc. 2), nos comportamentos e nos valores (Doc. 4).
Estatuto da nobreza
·      ordem privilegiada, tradicionalmente ligada à carreira das armas OU à defesa do Reino (Doc. 2);
·      distinção entre a “nobreza de sangue”, antiga e hereditária, e a “nobreza de funções” ou “de toga”, concedida pelo rei e ligada ao desempenho de altos cargos administrativos (Doc. 3);
·      forte hierarquização, de acordo com os diferentes graus de nobreza (Doc. 4)
·   elevado prestígio social, pela proximidade com o rei, o desempenho de altos cargos administrativos e militares, bem como pela posse de extensas propriedades;

·      ligação estreita ao alto clero, ao qual a nobreza fornece os membros mais destacados;
·   regime jurídico próprio, que isenta a ordem nobre de penas vis e, com poucas exceções,  do pagamento de impostos à Coroa.
Particularidades da sociedade portuguesa
·   excessiva preponderância da nobreza fundiária, à qual estão reservados, quase exclusivamente, todos os altos cargos, tanto em Portugal como no Império (Doc. 4) ;
·      ligação da nobreza ao comércio ultramarino, do qual retira grossos proventos, dando origem a um tipo social específico: o cavaleiro-mercador (Doc. 4);
·   debilidade da burguesia, privada dos cargos ligados aos comércio ultramarino e prejudicada nos negócios pela mercantilização da nobreza;
·      gosto pelo luxo excessivo e  pela ostentação (Doc. 4).


Grupo II
1.    
·    Origem divina do poder real OU carácter sagrado do poder real (“O seu trono representa a vontade de Deus”; “lugar-tenente de Deus na Terra”; “o poder que Deus lhe deu sobre todos”);
·   concentração de todos os poderes do Estado na mão do rei: legislativo (“Os monarcas foram os criadores das leis”; “os súbditos apenas solicitam as leis que o rei faz, a seu pedido”, “o rei faz diariamente decretos e outras ordenanças”; “nenhum parlamento tem o poder de fazer qualquer tipo de leis sem que o rei as autorize, dando-lhes força de lei”); executivo (“obedecendo às suas ordens em todas as coisas”); judicial (“o poder de todos julgar”; “deve temer-se o rei como se teme o juiz”);
·      índole paternal do poder real (“amá-lo como se ama um pai”; o rei […] é, com razão, comparado a um pai”);
·      reconhecimento da capacidade governativa dos monarcas, escolhidos por Deus (“o rei […] é, com razão, comparado à cabeça de um corpo”);
·      inexistência de limites efetivos ao poder real OU carácter absoluto do poder real (“Um bom rei deve agir de acordo com as leis, embora apenas lhes esteja sujeito para dar bom exemplo aos seus súbditos”).
2.    Comparação clara das duas perspetivas acerca do sistema de governo, referindo três dos aspetos em que se opõem:
·      [tipo de governo] enquanto no documento 1 se faz a apologia do absolutismo OU do poder absoluto do rei, no documento 2 valoriza-se o sistema parlamentar, fundado na repartição dos poderes do Estado OU na limitação dos poderes do rei;
·      [liberdade individual] enquanto no documento 1 se defende um sistema que nega a liberdade do indivíduo, enfatizando a obediência que todos devem ao rei, enquanto representante de Deus na Terra, o documento 2 realça a liberdade como a maior virtude do sistema parlamentar, considerando-a razão suficiente para justificar “o mar de sangue” provocado pela guerra civil;
·      [alcance das leis] enquanto no documento 1 se afirma que o rei está acima das leis e que as respeita apenas “para dar bom exemplo aos súbditos”, no documento 2 elogiam-se “as boas leis” que impedem o soberano de fazer o mal;
·       [papel do Parlamento] enquanto no documento 1 se considera que o Parlamento não pode ter poderes efetivos, competindo-lhe apenas endereçar pedidos ao rei, no documento 2 afirma-se a importância do Parlamento (Câmara dos Lordes e Câmara dos Comuns) como órgão governativo, considerando-o “o árbitro da nação”;
·       [papel do rei] enquanto no documento 1 o rei é visto como um mandatário de Deus em quem reside toda a autoridade, competindo-lhe todas as decisões, no documento 2 apresenta-se o rei como um chefe de Estado de poderes limitados, que partilha a governação com o Parlamento e concilia os interesses dos nobres e do povo, evitando conflitos.
3.      (A-5); (B-2); (C- 1)
4.    Ordenação das letras: (D) (A) (C) (B) (E). 

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

ESTÁ ABERTO O PERÍODO DE CANDIDATURAS


A propósito do Parlamento dos Jovens aqui ficam alguns materiais sobre o projeto para um fácil acesso e consulta:
Para as listas que quiserem fazer algum cartaz ou panfleto têm aqui materiais de campanha modelo que podem usar como base.

Agora só têm de se organizar com outros colegas numa lista de 10 candidatos e, em conjunto, proporem, no máximo, 3 medidas sobre o tema. Nestas medidas deve estar explícito o que entendem que a Assembleia da República, o Governo, os órgãos locais (ou outras entidades) ou até os próprios jovens devem fazer para resolver determinada questão, relacionada com o tema em debate. Este será o vosso "programa eleitoral". O ideal é que outros colegas façam outras listas para o debate eleitoral ser animado.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

PROJETO PARLAMENTO DOS JOVENS



À semelhança do que tem acontecido em anos anteriores também este ano vão decorrer as atividades ligadas ao projeto Parlamento dos Jovens.
Este é o processo a cumprir na 1ª fase: a sessão escolar.
Organizem-se, façam as vossas listas e inscrevam-se. Este ano o tema versa as Alterações Climáticas. Eu e a professora Conceição Mestre estamos à vossa espera.



sexta-feira, 26 de outubro de 2018

A DISPUTA DAS ÁREAS COLONIAIS

Ao longo do século XVIII as relações entre Estados passaram a estar submetidas aos interesses do Capitalismo Comercial: 

  • Disputa pelo controlo de áreas comerciais coloniais (doc. 11, p. 84)
  • Regime de exclusivo colonial (doc. 12, p.84)
Analisar docs.  pp. 84 e 85
  • As ambições económicas provocaram frequentes conflitos armados entre as grandes potências: guerras e disputas entre a Inglaterra e a Holanda (1651-1689) e entre a Inglaterra e a França (1689-1763). Estas  disputas coloniais entre a Inglaterra, a Holanda e a França culminam no século XVIII com a derrota da Holanda e da França. O domínio britânico ficou estabelecido após o Tratado de Paris de 1763.
A Inglaterra torna-se a principal potência colonial europeia. 


PROPOSTA DE CORREÇÃO DA FICHA REALIZADA NA AULA DE HOJE



- Luís XIV considera que o poder de “decidir e resolver” pertence “à cabeça” ou seja, está centrado na pessoa do rei que detém todos os poderes, controlando o que respeita ao poder, afirmando: “É por isso que eu sempre quis ser informado de tudo”, e todos os membros do Estado devem ficar limitados ao “desempenho das ordens” (Doc. 1). Locke defende que o homem possui “liberdade natural” pelo que não reconhece “qualquer poder […] que lhe seja superior”, não estando “submetido à vontade de ninguém” (Doc. 2)
- Luís XIV declara que é ao rei que compete o exercício do poder executivo e legislativo, “recebendo os despachos, e elaborando eu mesmo uma parte das respostas, dando aos meus secretários” as ordens e as orientações das tarefas administrativas (Doc. 1). Locke afirma que o homem para ser livre não deve “estar submetido senão a um poder legislativo estabelecido por um acordo comum no Estado” (Doc. 2), ou seja, que o exercício do poder legislativo resulta de um acordo, e que o homem não pode “reconhecer qualquer autoridade ou lei” que não tenha sido estabelecida pelo “acordo comum […] que criou esse poder” ou Locke afirma que nenhuma lei terá validade se “não for aprovado pelo poder legislativo, escolhido e nomeado pelo povo. [...]” (Doc. 2).

- Luís XIV expressa a ideia de que Deus estabeleceu o poder régio (ou que o poder régio é de origem divina) ao afirmar “aquele que deu os reis aos homens (ou seja, Deus)” (Doc. 1) tornando-os  nos seus representantes “quis que fossem respeitados como seus lugares-tenentes”(Doc. 1). Locke considera que o principal objetivo da sociedade é “desfrutar da sua propriedade em paz e segurança”, e que, para atingir esses fins, o mais importante é o poder legislativo, sendo as leis “o meio para atingir esse fim das sociedades” (Doc. 2).

- Luís XIV defende que a vontade de Deus é que o rei seja obedecido sem contestação, que “todo aquele que nasce súbdito obedeça sem contestação” (Doc. 1) (ou Luís XIV recusa qualquer justificação para a revolta dos povos contra o seu soberano,) e “Por pior que possa ser um príncipe, a revolta dos seus súbditos é sempre infinitamente mais criminosa” (Doc. 1). John Locke expressa a recusa da monarquia absoluta, “considerada por alguns como o único governo no mundo” considerando-a “incompatível com a sociedade civil”, aceitando a contestação ao poder estabelecido contra a vontade da sociedade.

MERCANTILISMO

Atividade 1: Análise do mapa da p. 74. Interpretar o mapa retirando dele toda a informação histórica relevante.

Atividade 2: Análise dos vídeos e elaboração de um texto sobre o mercantilismo. 





Atividade 3: Distinguir mercantilismo francês de mercantilismo inglês




quarta-feira, 24 de outubro de 2018

CÁ ESTÁ O MOMENTO MAIS DESEJADO POR TODOS: A MATRIZ DO TESTE

Conteúdos
Objetivos
Estrutura e Cotações

II – A EUROPA DOS ESTADOS ABSOLUTOS E A EUROPA DOS PARLAMENTOS

2.1. Estratificação social e poder político nas sociedades de Antigo Regime

- A sociedade de ordens assente no privilégio e garantida pelo absolutismo régio de direito divino. Pluralidade de estratos sociais, de comportamentos e de valores. Os modelos estéticos de encenação do poder.

- Sociedade e poder em Portugal: preponderância da nobreza fundiária e mercantilizada. Criação do aparelho burocrático do Estado absoluto no século XVII. O absolutismo joanino.

2.2. A Europa dos parlamentos: sociedade e poder político

- Recusa do absolutismo na sociedade inglesa; Locke e a justificação do parlamentarismo



1.       Reconhecer a importância do privilégio na sociedade do Antigo Regime.
2.       Caracterizar a sociedade de Antigo Regime.
3.       Reconhecer o rei como garante da sociedade de ordens.
4.       Reconhecer no cerimonial de corte uma forma de dominação da nobreza e de engrandecimento do monarca.
5.       Compreender o poder absoluto do rei como uma forma de governação distinta da arbitrariedade.
6.   Reconhecer a preponderância da nobreza fundiária no aspeto político, em consequência da Restauração.
7.   Destacar o papel do fidalgo-mercador.
8.   Caracterizar o absolutismo joanino.




9. Caracterizar o Parlamentarismo
10.   Identificar os momentos mais importantes para a afirmação do parlamentarismo em Inglaterra.

Identificar, clarificar e aplicar de forma correta os conceitos trabalhados: Antigo Regime/monarquia absoluta/ordem ou estado/estratificação social/mobilidade social/sociedade de corte/




GRUPO I
3 Questões de resposta obrigatória, entre elas o item de desenvolvimento (90 pontos)




GRUPO II
4 Questões de resposta obrigatória (70 pontos)



TOTAL = 160 pontos

TÓPICOS DE CORREÇÃO DO TESTE

Grupo I 1.        O Terceiro Estado encontra-se numa posição central, vergado sob o peso da monarquia francesa, que suporta, visto que...