terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

PORQUE O PROMETIDO É DEVIDO


Proposta de correção  de algumas das questões do teste

Grupo I
2. As realidades patentes nos documentos 1 e 2 refletem a situação de tensão vivida na Europa após o final da 2ª Guerra Mundial, verificando-se uma escalada de desentendimento entre os vários países envolvidos: como se pode constatar pelos Acordos de Postdam (Doc. 1), os líderes Aliados tentaram chegar a acordo sobre o futuro político da Alemanha e da cidade de Berlim, acabando por dividir tanto a Alemanha como a sua capital em quatro áreas de administração – “(…) a autoridade suprema na Alemanha será exercida pelos comandantes (…) dos exércitos americano, britânico, russo e francês, cada um na sua zona de ocupação (…)” (Doc. 1).   Entre 1945 e 1949 estas divisões foram-se tornando ainda mais visíveis através de um verdadeiro bipolarismo a marcar o mapa político da Europa (Doc. 2). De facto, a Europa surge dividida em dois blocos opostos – o Ocidental liderado pelos EUA e o de Leste, abrangendo quase toda a região libertada pelo Exército Vermelho, liderado pela URSS (Doc. 2). A dividir a zona de influência soviética da zona dos países ocidentais temos uma “fronteira” imaginária a que Churchill chamou “Cortina de Ferro” (Doc. 2).

 Grupo II
1. O expansionismo soviético (mostrado no mapa do Doc. 1) processou-se na Europa através da instauração de regimes pró-soviéticos nos países de Leste, ou seja, assiste-se a uma sovietização da Europa de Leste, tendo estes países ficado debaixo do controlo político e ideológico de Moscovo através das orientações dos partidos comunistas que tinham o poder nesses países (o que os torna países-satélite da URSS). Para cimentar esta ligação realizou-se ainda uma aliança militar abrangendo todos os países de Leste, o Pacto de Varsóvia.

 Grupo III
1. O gráfico (Doc. 2) mostra a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), riqueza produzida pelos países capitalistas, entre os anos de 1945 e 1973. O aumento constante do PIB é reflexo do crescimento económico verificado devido às decisões da Conferência de Bretton Woods que visavam a manutenção da ordem económica e da estabilização financeira, através da criação de organismos internacionais como o FMI ou o Banco Mundial para a cooperação entre os diferentes países europeus. Para o crescimento económico contribuiu, igualmente, a redução das tarifas alfandegárias e o aumento da cooperação comercial internacional, implementada pelo GATT, bem como a ajuda económica e financeira dos EUA através do Plano Marshall.

3. A afirmação do Estado-Providência: das origens à sua consolidação no segundo pós-guerra
O Estado-Providência teve origem na aplicação de medidas defendidas por Keynes em diversos países na tentativa de ultrapassar os problemas surgidos no contexto da crise capitalista dos anos 30. Assim, os Estados intervêm na economia com o objetivo de promover o bem-estar e a justiça social.  Exemplo disso foi a aplicação do programa do New Deal, do presidente americano Roosevelt, em que foram lançadas políticas intervencionistas em vários domínios, nomeadamente na proteção social, como se constata no excerto do Social Security Act de 1935, apresentado no Doc. 1, ao se providenciar “apoio às pessoas de idade, aos cegos, aos deficientes, às crianças (…)”. Com o mesmo objetivo, em França o governo da Frente Popular (1936) adotou medidas sociais como a semana de férias pagas e a jornada de 8 horas de trabalho.
Na Europa o Estado-Providência desenvolveu-se e acabou por se consolidar em definitivo com o contributo da social-democracia que conseguiu conciliar a economia de mercado com o alargamento das funções sociais do Estado, como está patente no Doc. 3 no discurso do 1º ministro sueco Olof Palme datado de 1969 ao referir que “o aumento da produção” e o “crescimento económico” é o que vai permitir a criação de “uma sociedade justa” e para isso está preparado “para intervir na economia com vista a realizar os interesses essenciais dos cidadãos”. Com efeito o crescimento económico dos Estados-Providência foi uma realidade como nos é mostrado no gráfico apresentado no Doc. 2. Para atingir esse crescimento, os Estados social-democratas defendem a aplicação de programas de nacionalização por forma a intervir diretamente na economia e a redistribuir de maneira mais equitativa os rendimentos.
Também a democracia-cristã contribuiu para a consolidação do Estado-Providência ao defender a aplicação dos princípios cristãos da justiça e da solidariedade à democracia.
A partir da década de 50 o Estado-Providência afirmou-se atingindo os seus objetivos: alargou as funções sociais do Estado no campo da educação - “reformámos o sistema educativo […] o número de alunos aumentava de modo quase explosivo” (Doc. 3), tendo contribuído para esse aumento o apoio à natalidade através da atribuição de abono de família (Doc. 4); da saúde; da habitação - “… construímos quase 900 mil apartamentos […] 2,5 a 3 milhões de suecos mudaram-se para novas casas” (Doc. 3). Concedeu subsídios de velhice – “O número de pensionistas aumenta anualmente” (Doc. 3), de invalidez, de doença e de desemprego por forma a garantir a todos os cidadãos um rendimento que lhes possibilitasse viver com dignidade. Para garantir a tão desejada distribuição equitativa dos rendimentos, tendo em vista a criação de uma sociedade mais justa e igualitária, aumentou os impostos sobre os rendimentos mais elevados - “Pedimos sacrifícios sob a forma de elevados impostos” (Doc. 3).

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