sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

A POLÍTICA ECONÓMICA E SOCIAL DAS DEMOCRACIAS OCIDENTAIS

 As atrocidades cometidas ao longo da 2ª Grande Guerra e os períodos de recessão que tinham ocorrido nas décadas de 20 e 30 levaram os países europeus a desenvolverem uma governação intervencionista fundamentada em pressupostos sociais de bem estar e respeito pelas liberdades e garantias. Os partidos mais representados nos parlamentos dos países europeus passaram a ser os partidos de socialismo reformista e moderado e os partidos de democracia-cristã. Defendendo vias politicas e económicas de liberalismo controlado, rejeitando as vias económicas de baixo controlo do Estado, os partidos de índole socialista e social-democrata governaram com maior frequência em todos os países da Europa desde a 2ª Grande Guerra. Inglaterra, Suécia, Holanda, Alemanha e países nórdicos foram aqueles onde essas políticas mais perduraram. 


A EUROPA OCIDENTAL DO PÓS GUERRA


A via social-democrata assumida pela maior parte desses governos defendia um certo grau de intervencionismo estatal, o pluralismo democrático e o liberalismo económico condicionado pelos interesses sociais. O Estado deverá defender os interesses dos cidadãos promovendo o seu bem estar e o acesso aos bens e serviços essenciais, consubstanciados em saúde, educação, justiça e protecção social. Defende-se a forte tributação dos rendimentos elevados e o controlo pelo estado dos sectores chave da economia. 

democracia cristã tem a sua origem na doutrina social da Igreja e nos princípios de solidariedade e humanismo, considerando que o mundo material e espiritual são inseparáveis e que todas as acções dos cidadãos devem ser temperadas em princípios cristãos mesmo a vida política. 

Com base neste consenso sobre o papel do Estado, os países europeus desenvolveram nos anos 50 e 60 políticas fortemente intervencionistas procurando evitar os excessos do neoliberalismo através de medidas de controlo estatal como as nacionalizações e reformas tributárias no sentido da progressividade. O Estado assumia assim uma postura de regulação económica e de garante do bem estar e do emprego. Surgiu desta forma o Estado-Providência. 

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