domingo, 15 de novembro de 2015

A REVOLUÇÃO CIENTÍFICA E O PROGRESSO DO CONHECIMENTO

Desde o Renascimento o espírito de descoberta produziu nas classes mais cultas da Europa um interesse acrescido pelos avanços no conhecimento do mundo. As viagens dos portugueses motivaram um conhecimento mais perfeito do mundo, das raças humanas  e da fauna e flora do planeta. Ao mesmo tempo as navegações complexas impuseram técnicas e práticas de observação e medição astronómicas bem como aperfeiçoamentos nos instrumentos náuticos utilizados com rigor acrescido. Duarte Pacheco Pereira e Pedro Nunes foram figuras destacadas da época e prenunciadores de um rigor e cientificidade que no entanto não tinham ainda encontrado a clareza metodológica do espírito científico.

O Experiencialismo empirista dos portugueses pode ter sido o preâmbulo necessário de uma revolução posterior que se verificou nas ciências a partir do século XVII - ver diferenças entre Experiencialismo e Experimentalismo.


A Revolução Científica do Século XVII 
Prenunciada entre outras pelas investigações de Copérnico na astronomia, teve em Galileu, Bacon,  Keppler, Newton, Leibniz, Descartes ou Harvey as suas figuras mais destacadas em domínios variados.

Bacon lançou as bases do método indutivo ou experimental que se baseava num espírito crítico acentuado, na sistematização metodológica e na racionalização proporcionada pelos avanços na matemática.
  • observação dos factos 
  • formulação de hipóteses explicativas 
  • experimentação e testagem das hipóteses em laboratório 
  • formulação de leis 
Da análise do vídeo e dos documentos do manual conclui-se da importância e impacto das descobertas de Galileu e de Newton mas também da oposição poderosa da Igreja Católica a toda a inovação que se constituísse como ameaça às verdades sagradas, ao pensamento medieval e antigo e aos ensinamentos bíblicos.
Verifica-se ainda o impacto forte das descobertas da época em toda a Europa culta do século XVII,  o que provocou um enorme interesse de monarcas, príncipes e burgueses, procurando, com o apoio a tais descobertas, contrariar o poder institucional da Igreja sempre incómodo para os governantes e outros grupos relevantes da sociedade. Criaram-se em todos os países europeus:
  • Academias científicas
  • Boletins e folhetos de divulgação
  • Laboratórios, observatórios, museus, bibliotecas, jardins botânicos 



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